Está bem mais comum no cinema de hoje vermos um filme sério de super-heróis. Histórias de origem contadas com fidelidade quase que total aos quadrinhos de onde elas nasceram. Aconteceu com o Superman, no final dos anos 70, aonde o cineasta Richard Donnner fez duas obras primas (Superman 1 e 2) ao mesmo tempo. Mas a teimosia dos Salkind e a falta de talento de Richard Lester fez com que o segundo filme só pudesse ser bem recebido porque mais da metade já havia sido filmado por Donner. Não vou nem lembrar de Superman 3 e, principalmente o 4 que, de tão ruim não vale nem a pena comentar. Com a chegada da década de 80 e 90, os efeitos foram se modernizando, as técnicas foram se aprimorando, mas as produções foram qualitativamente decaindo. Batman de Tim Burton, prova isso que estou escrevendo. Apesar de ter arrecadado muito, não é um filme bom, que deturpa quase que totalmente as origens do herói mascarado. Durante essas décadas somente filmes horrendos nos foram apresentados: O quarteto fantástico, que de tão ruim, não chegou nem a ser lançado comercialmente. Capitão América, O fantasma, As tartaruga ninja, são alguns exemplos de filmes com grande potencial que não foram levados a sério nem pelos estúdios nem pelo próprio público. Isso somente começou a mudar na segunda metade da década de 90 com Blade, O corvo, Spawn e outras produções medianas. Homem-Aranha de Sam Raimi veio para salvar a pátria de filmes sérios que apesar de ter um compromentimento total em seu primeiro filme, o mesmo não podemos dizer de suas sequências, que deixaram bastante a desejar, especialmente a terceira parte. E não podemos deixar de citar a oportunidade perdida por Bryan Singer com Superman - O retorno. Ele tinha tudo para fazer um grande filme, mas conseguiu fazer mais um filme muito ruim sobre o homem de aço. Vamos rezar para todos os santos que conhecemos para que Zack Snyder salve a franquia do Superman com o Homem de aço, que tem lançamento previsto para 2013. Mas vários desses conceitos mudaram em 2005 quando Christopher Nolan resolveu contar a história da origem do homem morcego. E a conseguiu fazer com absoluta maestria. Realizou uma trilogia aonde o segundo filme conseguiu uma tarefa quase impossível na história do cinema: fazer uma segunda parte bastante superior a primeira e encerrar uma trilogia tão brilhantemente como a começou, com uma terceira parte não superior a segunda, mas bastante equiparável e, mesmo com algumas, uma das histórias de heróis mais bem contadas de que se tem notícia. Jon Favreau foi outro diretor que também ousou e conseguiu orçamento para um herói que muita gente pensou ser impossível levar aos cinemas: O homem de ferro. Favreau desafiou a todos, já mesmo antes das filmagens com a escolha do protagonista, Robert Downey Jr. Deu tão certo que além das continuações geradas, foi por causa dele que foram realizados: Thor, O capitão Amércia e o filme de heróis mais bem sucedido do cinema: Os vingadores.
Como o Senhor escreve o certo por linhas tortas, essa demora toda para filmes de heróis foi muito boa, pois só presenciamos o que presenciamos devido a modernidade das técnicas e dos efeitos contemporâneos. Em décadas passadas, a idéia podia até ser boa, mas a falta de recurssos poderia fazer esses heróis caíres no esquecimento e nós, o público, estaríamos privados de grandes espetáculos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário